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19/10/2017 - Atualizado em 19/10/2017 às 19:29.
Copa Scherer

Eu, você e uma Pajero: a história de um casal que desfruta do amor pelo mundo off road

Copa Scherer 4x4 Carbon Free

Quem ainda acredita que as trilhas de jeep raid são um esporte predominantemente masculino está precisando conhecer este casal e rever seus conceitos. Gilson Savaris e Paula Manuela Conte, começaram a namorar em 2011 e desde lá dividem, além do amor mútuo, a paixão pelo mundo off road.

O primeiro passo para a inserção do casal, que mora em Capinzal (SC), nas trilhas foi um “empurrãozinho” dos amigos. “Tínhamos amigos que faziam trilhas e que competiam, mas a gente nunca tinha participado, nem mesmo como Zequinha. Um desses amigos, que tinha uma Pajero TR4R para vender, e pela segurança que o carro oferecia acabei comprando”, conta Gilson.

Além de praticar o esporte nos finais de semana, o casal também já disputou várias etapas da Copa Scherer 4×4 Carbon Free. “Participamos do primeiro passeio da Copa Scherer, em 2015, em Joaçaba. Depois, por influência dos amigos do Jeep Clube Capim Dourado, participamos pela primeira vez da Copa Scherer, em Capinzal, na categoria Novatos. Largamos após todos os carros, equipamentos emprestados, com pequenas aulas de navegação e lá fomos nós. Não completamos a prova, mas o espirito de companheirismo e a sinergia que encontramos no Jeep Clube nos marcou, porque isso dificilmente se encontra em outros esportes”, enfatiza. O casal também já disputou a Copa Scherer, em Luzerna e Tangará, no ano de 2016. Em 2017 já estiveram nas etapas de Joaçaba e Videira.

Sobre a relação do casal dentro da Pajero, Gilson confessa que existem pequenas briguinhas, mas que são esquecidas assim que a adrenalina baixa. “Durante as provas até acontecem algumas brigas, mas os dois são maduros o suficiente para saber que naquele momento somos competidores e não é nada pessoal. Quando saímos do carro, a adrenalina baixa e tudo volta ao normal”, conta.

O casal ainda não tem filhos, mas já planeja passar o gosto pelo esporte para eles. “Queremos sim, passar esse hobby para nossos filhos, pois é um esporte saudável, que estimula a disciplina, a dedicação e a concentração”.

Mulheres da Copa Scherer

A história do Gilson e da Paula marca a Copa Scherer por dois grandes motivos: por ser um casal competidor e também por demonstrar a força feminina frente a um esporte que muitos ainda, erroneamente, acreditam ser “para homens”.

“Eu me sinto feliz em participar de uma competição cujo público masculino ainda predomina. Porém, na trilha somos todos navegadores, alguns com habilidades fantásticas, outros iniciantes, têm aqueles com sorte, outros não tanto. Mas todos em busca de aperfeiçoamento, diversão e do pódio!”, afirma Paula e ainda afirma. “Sei das minhas limitações, pois ainda falta a técnica e a malícia daqueles que competem há anos. Porém, a vontade de brincar, aproveitar o dia e ter coisas legais para contar no final superam tudo. E, com prática e treino, tudo tende a melhorar. Navego porque gosto e espero que outras mulheres também se animem para participar da Copa Scherer, o que, inclusive, é tendência em outros campeonatos”, convida.

Sobre poder desfrutar de bons momentos junto com seu esposo, Paula enfatiza a importância da união e dos momentos em família. “Dividir a vida e também o hobby com o Gilson é muito gratificante. Muito mais do que marido, ele é meu companheiro de vida e de aventuras. Ter um hobby em comum nos deixa ainda mais próximos. Nos divertimos juntos, conhecemos lugares, formamos novos círculos de amigos… isso tudo alivia o estresse do dia a dia e nos revigora para encarar os desafios da semana com mais leveza. Esse vínculo também exprime os valores de família que prezamos: a união, o companheirismo e a ajuda mútua”.

Ao ser questionada se lugar de mulher também é na trilha, Paula enfatiza. “Lugar de mulher é onde ela se sente bem! Se gostar do esporte, nada impede que o pratique. As mulheres têm muitas habilidades. São detalhistas, concentradas, algumas boas de braço, então porque não tentar? Às vezes o senso de direção é prejudicado, mas também tem muito homem que se atrapalha com a “direita” “esquerda””, brinca a navegadora no fim da entrevista.

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