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10/05/2016 - Atualizado em 19/05/2016 às 14:43.
Diário de Bordo

Dupla relata experiência no Rally de Erechim

Carlos Henrique Scheffer Junior (piloto, Curitiba/PR) e Luis Felipe Eckel (navegador, São Bento do Sul/SC) participaram do Rally pela primeira vez

cabecalho

 

Entre hoje (10/5) e domingo (15/5), acompanharemos todos os detalhes do Rally de Erechim por meio da experiência dos competidores Carlos Henrique Scheffer Junior, mais conhecido como Juba (piloto, Curitiba/PR) e Luis Felipe Eckel (navegador, São Bento do Sul/SC). A dupla se juntou recentemente, mas os dois competidores tem um histórico exitoso em provas de RAID e de rally 4×4 de regularidade, além de se destacarem na Mit Cup, com títulos em várias categorias.

Todos os dias, contaremos com um relato dos competidores da equipe (Baricomp, ZAB Compensados, Palmascomp e +Rally). Acompanhe:

 

16 de maio de 2016 – segunda-feira

Luis Felipe
“Terminamos o rally em terceiro na nossa categoria e, com isso, assumimos a liderança do campeonato. Mas, no domingo, tivemos vários problemas de novo. Na primeira especial já ficamos sem direção hidráulica, então andamos todas as quatro especiais do dia sem direção. Aí, quando foi largar o super prime, na chegada, o carro apagou, não pegava mais, ficou sem bateria e apagou justo no meio do super prime. Ainda assim, conseguimos chegar, mas apagou de novo na entrada do parque, tivemos que entrar empurrando o carro… Foi sofrido, mas terminamos e terminamos em terceiro.”

Juba
“O Rally de Erechim foi uma prova histórica pra mim. Uma prova muito difícil, com muita pedra. Nós ficamos sem direção hidráulica, e duas especiais eram em serras. Então, imagina como foi difícil de completar essa prova com o carro quebrado… Mas a gente foi seguindo, sem desistir em nenhum momento. No fim, no super prime, a correia do hidráulico, que é a mesma que gira o alternador, estourou de vez, travou tudo, e, aí, o carro não carregava mais a bateria, morreu, tivemos de empurrar, os outros competidores nos ajudaram. O carro pegou no tranco, mas foi morrendo, tudo isso no prime. O troço foi emocionante e acabou com a gente colocando o carro pra dentro do pátio empurrado. Que rally! Sensacional!”

premiacao

 

15 de maio de 2016 – domingo

Juba
“Sábado foi um dia difícil pra gente. Largamos e, depois de uns 200 metros, mais ou menos, tinha uma sequência de direita, cinco, esquerda, cinco e seguia uma esquerda, três. Eu freei para a esquerda, três, mas o carro não segurou, então nós passamos reto – nós e mais uns 15 competidores na mesma curva. Aí acredito que começou a comprometer o pneu, que veio a furar faltando uns três quilômetros pra acabar, quando nós seguimos com o pneu furado. Depois, trocamos o pneu e largamos a segunda etapa, atrasados, com o estepe, e depois de uns cinco quilômetros o pneu furou de novo. Aí, perdemos qualquer chance de terminar a etapa. Muitos competidores passaram pelo mesmo, esse rally é muito difícil, tem muita pedra solta. É uma coisa impressionante.”

Luis Felipe
“O rally aqui é impressionante! Ontem, foram 27 carros, mais ou menos, que saíram da prova já nas primeira especiais. O grid tem um pouco mais de 60 carros, e a metade, praticamente, caiu fora já no começo ontem. No sábado eram sete especiais na sequência, então, se você não termina uma, você só pode voltar nas do dia seguinte.”

 

14 de maio de 2016 – sábado

Luis Felipe
“A gente fez o prólogo ontem, por volta das 19h, tava lotadasso, umas 20 mil pessoas assistindo. A gente largou contra os líderes do campeonato e ganhou deles, um segundo na frente. Na categoria, a gente fez o melhor tempo empatado com uma dupla de Erechim. Daqui a pouco a gente larga para as especiais de hoje”.

prologo 

 

13 de maio de 2016 – sexta-feira

Juba
“A largada promocional ontem foi sensacional! Reuniu cerca de 10 mil pessoas na praça central da cidade de um público muito fã, muito fanático por rally. Sensacional a recepção do povo de Erechim para o rally. É de emocionar!”.


Luis Felipe
“Hoje, às 8h, nós fizemos a última passada no levantamento de domingo e, depois, a gente veio pro apoio para fazer o “shakedown”, que é só fazer a volta em um trecho de quatro quilômetros para ver se está tudo certo com o carro, mas não vale tempo para a prova. Fizemos duas passadas, está tudo certo. Agora vamos esperar até as 18h, quando começa o Super Prime noturno aqui, no qual se larga de dois em dois e aí já tá contando tempo para a prova.”

mais-rally

 

12 de maio de 2016 – quinta-feira

Luis Felipe
“Hoje nossa equipe passou pelo local da especial conhecida como “Verdureiros”, a mais famosa do Rally de Erechim. Além disso, passamos por vistoria do carro e fizemos a segunda passagem no levantamento. Agora à noite vai rolar a largada promocional no centro da cidade.”

Placa em terreno ao lado da estrada do trecho conhecido como "Verdureiros".
Placa em terreno ao lado da estrada do trecho conhecido como “Verdureiros”.
O trecho "Verdureiros".
O trecho “Verdureiros”.

 

11 de maio de 2016 – quarta-feira

Luis Felipe
“A gente já chegou em Erechim e já fez toda a parte administrativa, a parte médica e a parte de documentação. Hoje choveu aqui, e a previsão para domingo também é chuva. Então fizemos o levantamento de domingo hoje, pra já ter esse levantamento nas mesmas condições do dia da prova. Amanhã vamos fazer o levantamento dos trechos de sábado, e a previsão é de sol. Ainda hoje entre às 06 e 09 da noite, faremos o levantamento do super-prime que vai acontecer na sexta-feira a noite.”

Juba
“O trecho do levantamento é muito difícil! Fizemos o levantamento dos dois trechos de domingo. Tem muita lama, até me lembrou as provas de RAID. Os trechos são muito técnicos e até perigosos, com descidas e subidas de serra e sempre com aquele piso com a “nata” de barro. Então eu acho que vai ser um rally que vai exigir muito cuidado e técnica pra chegar no final.”

 

10 de maio de 2016 – terça-feira

Juba
“O Rally de Erechim é um sonho fazer. Esse campeonato seria como o Sertões do rally de velocidade. São esperadas cerca de 60 mil pessoas no local da primeira largada… Sensacional! É um sonho, mesmo, desde que eu comecei a ser piloto. Eu tô estreando no rally de velocidade neste ano e tô muito contente. E Erechim é uma prova à parte, é um show, um espetáculo. Eu nunca corri com um público tão grande. É uma cidade que para por causa do rally, uma coisa que não é normal. Então isso nos move. Pra essa prova nós vamos andar junto com uma equipe do Rio Grande do Sul, o que é algo a mais. Eu e o Luis Felipe também estamos nos entrosando mais no campeonato, estamos brigando pelas primeira posições, mas sem dúvida Erechim é diferente. O piso é muito técnico, a tocada é muito técnica, todo o momento você tem que se controlar pra não botar tudo a perder. O nosso carro embarca hoje, sai de Curitiba com a cegonha da CBA, e na quinta-feira ele passa pela vistoria. E o levantamento começa na quarta-feira, a tarde toda, e segue todo o dia de quinta também. São 150 quilômetros de rally e 223 de especiais com deslocamento. Estamos contando os dias!”

Luis Felipe
“O Rally de Erechim vai ser fantástico! No rally de velocidade, o sonho de todo mundo é correr em Erechim. Por ser no Rio Grande do Sul, o público é gigante, porque o gaúcho é o povo mais apaixonado por rally no Brasil. Tem especial que junta 10 mil pessoas para assistir e isso a gente não vê nem no automobilismo de pista aqui hoje. Vai ser muito legal de andar. O rally é diferente dos outros, porque ele é bem longo, são 150 quilômetros de especial, totalizando 12 especiais. São três dias de prova, mais dois de levantamento, ou seja, praticamente uma semana de rally. Isso vai ser bem legal, porque além de um rally de velocidade, acaba sendo uma competição de resistência, de chegada. Acho que quem conseguir chegar no final vai estar bem na prova. A gente tá na segunda colocação do campeonato brasileiro e conseguiu fazer dois terceiros no campeonato até agora, então temos que continuar nesse ritmo, sempre terminando, sempre pontuando bem e, aí, acho que é possível terminar o ano entre os primeiros. Uma diferença importante do rally de Erechim para o rally cross country, no qual a gente tem mais experiência, é o levantamento, a gente ainda tá se acostumando, porque só temos uma planilha de roteiro para ver onde estão as especiais, e aí a partir do momento que começa a especial você tem que fazer a sua planilha que, na verdade, não é uma planilha, você só faz anotações com letras e números pra saber o que vem pela frente. Então a gente tá se acostumando, melhorando o levantamento a cada prova. Outro diferença grande são os carros. No cross country, você anda com carro 4×4, alto, as especiais são mais pesadas, tem mais obstáculo. Já no rally de velocidade, normalmente, o piso é muito bom, são estradas de interior, o carro é 4×2, colado no chão, com a suspensão muito boa. É outro mundo: a tocada muda, a navegação muda. Nos dois rallys, vence quem faz mais rápido, mas cada um é um mundo diferente. Além de tudo, a prova de Erechim também faz parte do campeonato Sulamericano de Rally, ou seja, vão ter competidores de seis países diferentes correndo. Nosso objetivo é conhecer essa prova, curtir e chegar no final dela no domingo.”

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